A Bandalheira do Bem encerra sua temporada de 2025 com uma transmissão ao vivo que revisita os principais momentos da circulação realizada ao longo do ano. A live “Um ano de Encantos” vai ao ar nesta sexta-feira, 12 de dezembro, às 11h, pelo canal da Zumquê Produções, e reúne trechos de apresentações temáticas que marcaram a trajetória do grupo em diferentes períodos: Carnaval, Festa Junina, Natal e o tradicional repertório já conhecido pelo público.
A proposta da exibição é compor um mosaico das experiências realizadas durante os meses de trabalho, mostrando a diversidade de formatos e ambientes em que a trupe esteve presente. A transmissão reúne músicas, cenas e registros de ações realizadas em praças, escolas, centros culturais e outros espaços da circulação pública na região de Ribeirão Preto.
Segundo o músico e coordenador da iniciativa, Dimi Zumquê, revisitar a temporada permite compreender a dinâmica do projeto na relação direta com as comunidades visitadas. “A live simboliza o fechamento do ciclo de 2025 e a leitura do caminho percorrido com quem nos recebeu ao longo do ano. É também a forma de compreender como cada repertório encontrou seu lugar em diferentes contextos, dialogando com públicos distintos”, afirma Zumquê.
Circulação em 2025: um recorte da temporada
Neste ano, a Bandalheira do Bem realizou 12 apresentações nas cidades de Guatapará, Pindorama, Santa Adélia, Ariranha, Paraíso, Ubarana, Luiz Antônio, São Simão, Cravinhos, Serrana e Ribeirão Preto. As ações integraram atividades artísticas e socioeducativas, envolvendo crianças e jovens em processos de criação, escuta musical, experimentação corporal e participação direta nos momentos de interação com a trupe.
A iniciativa é desenvolvida pela Zumquê Produções por meio do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo – ProAC ICMS, com patrocínio das empresas Açúcar Caravelas, Colombo Agroindústria, Grupo Imediato e empresa Tietê Agroindustrial, além de apoio de Prefeituras Municipais de Ribeirão Preto e Luiz Antônio.
A formação da Bandalheira e o caráter plural da proposta
Na live, os artistas apresentarão um espetáculo que reúne as sonoridades da Banda da Bandalheira, com metais, acordeon e muita animação. A formação do grupo reflete a diversidade que estrutura a proposta sociocultural do projeto. Além de Dimi Zumquê, integram a trupe os músicos Eder Bortolato, Tales Gonzales, Michael Toro, Erick Ferreira, Pedrinho Brown, Junior Maia e Alessandra Freire, além das jovens cantoras Luisa Farias e Julia Lilás, que aproximam o repertório do universo estudantil e ampliam o diálogo com a infância.
Também participam a multiartista Ju Cadeco levando sua experiência no teatro, o que contribui para dinâmicas de escuta e convivência, o coréografo Snoop cria dinamismo e interação com o público, enquanto o mágico Jhungors transforma princípios pedagógicos em ilusionismo, estimulando a leitura crítica e a curiosidade das crianças e adolescentes.
Produção autoral como marca da temporada
Entre os aspectos que compõem a retrospectiva deste ano, ganha destaque a criação e o lançamento de músicas autorais. O material integra tanto o repertório das apresentações presenciais quanto a live, reforçando o caráter processual da Bandalheira e sua busca por renovar continuamente as formas de diálogo com o público.
Segundo Zumquê, a produção inédita contribuiu para consolidar o sentido educativo da iniciativa. “Agora, com o novo repertório autoral, reforçamos esse propósito. As canções traduzem a mensagem da Bandalheira e retomam elementos centrais da convivência: a alegria de estar junto, o poder de escutar e o prazer de aprender brincando”, observa.
Dimi Zumquê avalia que a retrospectiva também evidencia a importância de transitar por diferentes espaços da vida cotidiana das comunidades. “A música e as ações da Bandalheira ganham novas camadas de sentido quando ocupam praças, escolas e centros culturais, mas também quando chegam às casas e aos ambientes familiares por meio do acesso à internet. Muitas crianças passam a repetir em casa as músicas, as danças e as brincadeiras apresentadas”, destaca Zumquê.
Para a trupe, essa incorporação ao cotidiano cria vínculos que ultrapassam o momento do espetáculo e tornam o projeto parte da rotina afetiva do público. “A retrospectiva vai propiciar exatamente isso: a permanência das experiências e sua capacidade de seguir ecoando para além da apresentação”, acrescenta Zumquê.
Histórico do projeto
A Bandalheira do Bem surgiu a partir de ações voluntárias realizadas por seus integrantes em hospitais e asilos, experiência que orientou a construção de suas primeiras formações e dinâmicas. Desde 2017, a trupe vem desenvolvendo um trabalho centrado na cultura popular brasileira, com circulação em praças públicas, centros culturais, escolas, além de apresentações pontuais em teatros e auditórios. O projeto se consolidou como uma iniciativa que articula arte, convivência e processos educativos, com foco no envolvimento direto das comunidades atendidas.

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