Ribeirão Preto, no interior de São Paulo voltou a reunir a classe médica e científica da área de Ortopedia e Traumatologia. Após um período suspensa, em função da recente pandemia, a 8ª Jornada de Ortopedia da Unimed foi realizada de forma presencial entre os dias 15 e 16 de setembro, no Centro de Eventos do RibeirãoShopping e contou com a participação de 16 renomados especialistas.
A aula magna com o médico Maurício Kfuri foi um dos pontos altos da jornada. Especialista em cirurgia de joelho e do trauma ortopédico, Kfuri é palestrante internacional e professor associado da University of Missouri na Columbia, Estados Unidos. Em sua participação, ele abordou os desafios ortopédicos mais exigentes e compartilhou sua experiência na formação de ortopedistas nos EUA. “Eu acredito nos eventos presenciais. Eles têm um valor único, porque permitem agregar as pessoas. Além da troca de informação e da oportunidade de interação que propiciam, preparam os participantes para um melhor atendimento aos pacientes”, afirmou Mauricio Kfuri Junior que trabalha há oito anos no Centro de Referência em Trauma nos EUA.
Kfuri, que lida com todos os tipos de traumas e utiliza os protocolos mais atuais da área, trouxe para a jornada informações sobre o que está sendo feito na área, apresentando qual tecnologia está disponível e quais os princípios que serão utilizados no tratamento dos pacientes. “Hoje em dia, as pessoas são muito apegadas à tecnologia e por isso acreditam que é ela que mantém o implante de uma determinada marca. Nossa visão é diferente: se você conhece o princípio, quais são os conceitos necessários para tratar aquela pessoa, você verifica o que temos em termos de infraestrutura e aí é permitido que se aplique os princípios”. O médico expressou que sua preocupação não é apresentar a última tecnologia ou o último implante do mercado. Mas é, basicamente, explicar diante de uma situação dessa, quais são os princípios necessários para que se consiga uma atenção segura e eficiente aos pacientes.
Para Kfuri, a Ortopedia e a Traumatologia impactam muito a vida das pessoas. Em sua aula, o profissional procurou explicar o trauma como um processo muito mais amplo. “Uma pessoa que tem uma fratura na articulação, por exemplo, dificilmente volta a ter normalidade naquela função. Fazendo uma análise, o quanto isso compromete a qualidade de vida das pessoas?”, indagou. Segundo ele, existem estudos mostrando que, muitas vezes, essas fraturas comprometem a qualidade de vida – num grau muito pior do que as doenças crônicas, também incapacitantes. “Algumas pessoas, inclusive, desenvolvem depressão, ficam frustradas, perdem o emprego e a família em decorrência de trauma por conta de acidentes”, disse.
Outro nome importante que a jornada trouxe foi o de William Dias Belangero, professor Titular do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, que apresentou o trauma como um dos acometimentos mais importantes, constituindo-se como caso de saúde pública. “Temos a violência no trânsito, principalmente, e que vem aumentando e piorando. Os motociclistas, por exemplo, precisam trabalhar, pois precisam sobreviver, mas, infelizmente, os acidentes com motocicletas são muitos”.
Outro ponto importante colocado na jornada foi o da dor que, segundo Belangero, é uma queixa frequente. “Todos nós temos dor em algum lugar, em algum momento, ou seja, todo mundo tem dor. Claro que, com o passar dos anos, você vai sentindo mais dores. Quanto maior a experiência do indivíduo, maior a quantidade de dor. Isso é um fato e inevitável”, comentou. No entanto, ele avaliou a dor crônica, que vai se tornando companheira de vida, é capaz de mudar o humor da pessoa e altera, inclusive, a capacidade de relacionamento. “Essa dor é terrível e, sem dúvida, o manuseio disso é extremamente importante para a qualidade de vida. Hoje, temos recursos capazes de diminuir esse quadro de dor”, sinalizou.
A presença de João Antônio Matheus Guimarães, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia também um atrativo do evento.“Foi uma grade científica poucas vezes vista no interior de São Paulo, com especialistas apresentando suas experiências – para além das evidências da ciência. Sem dúvida, foi um momento único de atualização com foco na melhora global da qualidade de atendimento numa área de grande impacto socioeconômico”, avaliou o médico Rian Souza Vieira, que integrou a comissão de organização da jornada.
O evento foi aberto a cooperados e a não cooperados da Unimed Ribeirão Preto e aconteceu apenas no formato presencial. Reuniu cerca de >>>> participantes, entre médicos ortopedistas, fisioterapeutas, residentes em Ortopedia e Traumatologia, fisiatras, cirurgiões do trauma e estudantes.
Sobre a Unimed Ribeirão Preto
Referência em saúde para Ribeirão Preto e região, a Unimed oferece aos seus clientes a melhor opção de qualidade de vida, com ética e uma visão humanizada. Fundada em 1971, a Unimed Ribeirão Preto conta com mais de 1.000 médicos e possui serviços próprios para atendimento a cerca de 160 mil clientes, além de outros 30 mil atendidos em sistema de intercâmbio com as outras Unimeds. Os usuários contam com o Hospital Unimed, Unimed 24 Horas, Laboratório, Centro de Diagnóstico por Imagem, Farmácia, Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), Espaço Viver Bem, Núcleo de Atendimento Geriátrico (NAG), Departamento de Saúde Ocupacional (DSO) e Centro de Reabilitação, além de ampla estrutura de hospitais credenciados, pronto atendimento, laboratórios e ambulâncias e agora o Centro de Atenção à Saúde Alto da Semar (CAS), em Sertãozinho, garantindo qualidade na assistência médica, hospitalar e de diagnósticos.
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