Serrana usa tecnologia na caça ao mosquito da Dengue

A Secretaria Municipal de Saúde de Serrana está fazendo uma varredura em todos os bairros em busca de focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti usando ogeorreferenciamento.

Há 15 dias a medida foi adotada como para o combate a dengue de maneira mais efetiva, e já tem apresentado resultados, segundo o secretário da Saúde Guilherme Montanari.

Serrana tem 50% dos imóveis fechados e visitas recusadas, segundo Montanari. “Esse é um dos maiores percentuais do estado de São Paulo”, diz ele, afirmando que a partir desta semana vai começar a multar proprietários de terrenos flagrados em situação de risco para a doença.

“Os valores podem variar de R$ 1 mil a R$ 100 mil, dependendo da gravidade e reincidência dos casos. Se um criadouro está próximo a uma escola, um hospital, um asilo, esse critério de gravidade aumenta a penalidade a ser estipulada para esse morador, para esse dono de comércio, dono de indústria”, diz Montanari.

Há exato um ano atrás, em janeiro de 2023, Serrana registrou 24 casos suspeitos de dengue e três foram confirmados. Em 2024, no mesmo período, já foram 28 casos suspeitos e 13 que deram positivo. Com o novo sistema implementado pela prefeitura, a ideia é conter e combater, cada vez mais, quaisquer focos da doença.

“A gente quer frear o número de contaminados. Hoje, em comparativo com 2023, em comparativo com os últimos dias, a gente percebe que há um grande número de notificados, mas o número de positivados têm diminuído a cada dia. A dengue vai e volta em um ciclo e a gente não pode ter uma falsa sensação de segurança. Por isso que o sistema é importante, pra trazer números reais pra gente fazer o combate efetivo”, explica o secretário.

Monitoramento em tempo real

O projeto implantado em Serrana utiliza tecnologia para combater criadouros do mosquito por meio drones e tablets com posicionamento geográfico, que mapeiam pontos de maior risco da cidade.

Pelo drone, é possível gravar uma situação de risco em terrenos abandonados ou não, onde o acesso é negado a agentes de saúde.

“A gente consegue ver uma piscina, grandes criadouros e, com isso, tomar medidas junto à vigilância sanitária para estar adentrando nessa residência e verificar se ali tem ou não larva do mosquito da dengue”, explica o secretário da Saúde Guilherme Montanari.

Em um painel na sala da Secretaria de Saúde, uma equipe tem acesso em tempo real a possíveis focos de criadouros.

“A tecnologia nos traz em tempo real dados estatísticos e informações para que a gente possa otimizar o nosso trabalho e para que a gente possa canalizar energia naquelas localidades e naquelas situações que demandam maior energia necessária da secretaria”, aponta Montanari.

Segundo ele, a ideia é economizar tempo e recursos financeiros no combate à dengue.

“Os resultados já demonstram que a gente está conseguindo efetivamente impedir que essa doença, que as arboviroses avancem em Serrana”.


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