Perigos do peeling de fenol: entenda os riscos e precauções necessárias

Na última semana, um empresário de Pirassununga (SP) faleceu em São Paulo após se submeter a um peeling de fenol realizado por uma “influencer” sem a devida qualificação. Este trágico episódio destaca a importância de entender os riscos associados a procedimentos estéticos complexos e a necessidade de escolher profissionais capacitados.

A dermatologista Raquel Rennó, docente do IDOMED, ressalta que o peeling de fenol deve ser reservado para casos específicos onde outros tratamentos menos agressivos não são eficazes. “Indicamos o peeling de fenol principalmente para cicatrizes profundas de acne, rugas intensas e danos severos causados pelo sol. É um procedimento de último recurso devido ao seu alto risco de complicações”, explica a docente.

Raquel Rennó destaca os impactos do peeling de fenol: “Além dos riscos mencionados, o fenol pode causar uma descamação intensa da pele, vermelhidão prolongada, e em alguns casos, hipopigmentação, onde a pele tratada fica mais clara do que a pele ao redor. Por isso, é vital que o procedimento seja realizado em um ambiente controlado, com monitoramento constante”, ressalta.

Ela ainda acrescenta: “É crucial que o paciente tenha um acompanhamento médico rigoroso durante e após o procedimento, pois o fenol pode causar danos sistêmicos significativos. Além disso, a recuperação pode ser longa e dolorosa, exigindo cuidados intensivos para evitar infecções e outros problemas”, encerra.

O fenol surgiu na década de 60 e virou moda nos anos 90, mas hoje sua indicação é bastante restrita e já existem opções mais brandas com os mesmos resultados. Ele pode causar causa diversas alterações fisiológicas durante a sua aplicação e pode ser tóxico para o sistema nervoso, cérebro, coração e fígado, por isso demanda muita cautela.

Cinco dicas de uma dermatologista para não correr riscos ao fazer o peeling de fenol

A dermatologista Raquel Rennó compartilha dicas essenciais para garantir segurança ao considerar o peeling de fenol:

  1. Escolha um profissional qualificado: Certifique-se de que o procedimento seja realizado por um dermatologista. Verifique as credenciais e a formação do profissional, além de buscar referências e avaliações de outros pacientes.
  2. Faça uma avaliação médica completa: Antes de realizar o peeling, passe por uma avaliação médica detalhada para identificar possíveis contraindicações. Exames pré-procedimento, como avaliação cardíaca e exames de função hepática e renal, são essenciais para garantir que você esteja apto para o tratamento.
  3. Entenda os riscos e benefícios: Converse com o profissional sobre todos os possíveis riscos, complicações e benefícios do peeling de fenol. Certifique-se de estar bem informado sobre o processo de recuperação, que pode ser longo e doloroso, e sobre os cuidados necessários após o procedimento.
  4. Realize o procedimento em um ambiente adequado: O peeling de fenol deve ser realizado em um ambiente médico controlado, com suporte para emergências. Evite realizar o procedimento em locais sem a infraestrutura necessária para lidar com complicações.
  5. Siga rigorosamente as recomendações pós-procedimento: Após o peeling, siga todas as instruções de cuidados fornecidas pelo seu médico. Isso inclui evitar a exposição ao sol, utilizar os produtos recomendados para a recuperação da pele, e comparecer a todas as consultas de acompanhamento para monitorar a cicatrização e prevenir complicações.
    Essas dicas visam garantir a segurança e a eficácia do peeling de fenol, minimizando os riscos associados ao procedimento.

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